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Como reduzir de 40 faturas de internet
para 1 — o checklist completo

Para quem gerencia redes de filiais e quer parar de lidar com operadoras, faturas e suporte separados. Guia prático, linguagem de gestão, sem jargão técnico.

📋 Checklist em 5 etapas | 💡 Perguntas-chave para o fornecedor | ✅ Critérios de avaliação de SLA

Por que esse problema existe — e por que persiste

A maioria das empresas com múltiplas unidades não planejou a conectividade de forma centralizada. Cada filial foi abrindo e contratando o que estava disponível na época — a operadora local, o provedor que um funcionário conhecia, o plano mais barato que cabia no orçamento da unidade.

O resultado é uma rede fragmentada: contratos em datas diferentes, SLAs incomparáveis, suporte em portais distintos e nenhum responsável único quando algo falha. E quanto mais a empresa cresce, pior fica.

Este guia mostra o caminho para sair desse cenário. Não é um processo complicado — mas exige que você faça as perguntas certas antes de contratar qualquer solução.

💡 Antes de começar: o objetivo não é necessariamente trocar todas as operadoras. É ter um único ponto de gestão e responsabilidade sobre todas elas — independente de quem entrega o sinal em cada endereço.

5 etapas para unificar a gestão de conectividade das suas filiais

Use como roteiro de avaliação interna antes de contratar qualquer fornecedor.

1 Mapeie todos os seus endereços ativos

Liste todos os endereços — canteiros, filiais, escritórios regionais, depósitos. Inclua os temporários e os que estão em fase de abertura.
Identifique o fornecedor atual em cada endereço — nome da operadora ou provedor, tipo de tecnologia (fibra, rádio, satélite, 4G).
Registre a data de vencimento de cada contrato. Isso define a janela de migração sem multa.
Anote o valor mensal de cada link. Você vai precisar para comparar o custo total atual com o custo do contrato unificado.

2 Classifique cada unidade por criticidade

Crítico: se a internet cair, a operação para e há perda financeira imediata (PDV, ERP, sistemas de gestão de obra, atendimento ao cliente).
Importante: a queda impacta a produtividade mas não paralisa a operação imediatamente.
Padrão: uso administrativo, e-mail, reuniões. Tolerância maior a instabilidade.
Para os críticos: defina se é necessário redundância (link backup) e qual o tempo máximo aceitável de indisponibilidade (RTO).
💡 Dica: a maioria das empresas subestima quantos sites são realmente críticos. Se o gerente local liga desesperado quando a internet cai, o site é crítico.

3 Defina o que você quer de um contrato unificado

SLA único para toda a rede — um número de disponibilidade garantida contratualmente, independente de qual operadora entrega em cada endereço.
Fatura consolidada — uma única cobrança mensal com detalhamento por unidade, não dezenas de boletos em datas diferentes.
Um único ponto de contato para abertura de chamados, escalonamento e acompanhamento — independente de qual operadora seja a causa do problema.
Monitoramento proativo — o fornecedor detecta e trata incidentes antes de você precisar ligar.
Escalabilidade — quando você abrir uma nova unidade, o processo de conectividade deve ser simples e gerenciado pelo mesmo fornecedor.

4 Perguntas obrigatórias para o fornecedor

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"Vocês atendem todos os meus endereços, mesmo em estados diferentes?" — exija uma resposta concreta sobre cobertura, não uma promessa genérica.
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"Quem é o responsável quando um link cai — vocês ou a operadora?" — a resposta correta é: vocês. O fornecedor deve assumir a responsabilidade contratual, não empurrar para a operadora.
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"Qual é o SLA de tempo de resolução de incidentes?" — e o que acontece se não for cumprido (crédito, multa, rescisão).
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"Como funciona o monitoramento? Vocês me avisam ou eu preciso ligar?" — monitoramento reativo não é NOC. Exija proatividade.
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"Posso ver um contrato modelo antes de fechar?" — desconfie de quem evita mostrar o contrato antes do fechamento.

5 Planeje a migração sem impacto operacional

Comece pelos sites não-críticos — teste o novo fornecedor onde o impacto de uma eventual instabilidade é menor.
Mantenha o link antigo ativo durante o período de homologação do novo — não cancele antes de validar a qualidade.
Defina um responsável interno para acompanhar a migração — mesmo que o fornecedor gerencie tudo, alguém na sua empresa precisa validar cada etapa.
Documente o processo — endereço, data de migração, link ativado, link cancelado. Isso evita cobranças duplas e facilita auditorias futuras.

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